domingo, 26 de maio de 2019

AVALIAÇÃO E DIAGNÓSTICO DO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA)



AVALIAÇÃO E DIAGNÓSTICO DO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA)


O autismo é um transtorno do desenvolvimento humano, caracterizado por dificuldades na área da linguagem, comportamentos estereotipados e repetitivos e inadaptação no relacionamento interpessoal.

Ainda existem divergências de estudos em relação a vários aspectos do autismo, visto que ainda não se chegou a uma causa específica e que sua manifestação varia de indivíduo para indivíduo, seu diagnóstico por vezes é difícil e causa dúvidas e sofrimento na família.
Atualmente o número de diagnóstico de autismo cresceu e cada vez mais, pais e profissionais buscam preparo e informações para lidarem da melhor maneira com as pessoas acometidas com o transtorno. A primeira dificuldade que é enfrentada diz respeito ao diagnóstico, como ele é feito, que instrumentos são usados, quais são os sinais de alerta e qual profissional procurar, são dúvidas que os pais encontram quando decidem procurar ajuda.

O processo de avaliação e diagnóstico do transtorno do espectro autista é complexo, devido a grande diversidade de manifestação e também da variedade de ocorrência de sintomas. Além disso, o perfil de desenvolvimento de cada criança  e as comorbidades presentes diferem em cada caso, explicam Silva e Mulick (2009).

As autoras descrevem alguns componentes essenciais para a avaliação:
Identificação de sinais de risco. Mesmo que o profissional não seja especialista, mas trabalhe com a população infantil, é necessário reconhecer os sintomas centrais, e posteriormente encaminhar a criança para uma avaliação mais rigorosa e por uma equipe interdisciplinar especializada.
Entrevista clínica inicial com os pais ou responsáveis. Elemento fundamental no processo de avaliação, no qual informações importantes podem ser obtidas, entre elas a história social e familiar da criança (dinâmica familiar, aprendizado), história médica da criança (problemas mentais, médicos, gravidez, parto, primeira infância, marcos do desenvolvimento, hospitalizações, exposição a tóxicos, infecções, problemas significativos para a saúde etc).
Instrumentos auxiliares no diagnóstico. Atualmente existem vários instrumentos que auxiliam o diagnóstico de sintomas do autismo, mas os resultados de qualquer um desses instrumentos não devem  ser utilizados como determinantes de um diagnóstico.
Avaliação médica. O diagnóstico é estabelecido com base em critérios comportamentais, entretanto as avaliações médicas são imprescindíveis para um diagnóstico diferencial, pois a mesma investiga comorbidades, distúrbios de ordem neurológica, metabólica e genética. Outras condições são investigadas, como problemas sensoriais (visão, audição), linguagem (dispraxia verbal, disartria, apraxia), assim como problemas alimentares e de sono.
Avaliação psicológica. Um dos elementos principais da avaliação, pois fornece informações detalhadas acerca do funcionamento cognitivo e adaptativo da criança, essencial para um plano de intervenção individualizado. De acordo com a faixa etária, diferentes testes são utilizados para uma mensuração de habilidades específicas que apresentam, e em que áreas de funcionamento exibem dificuldades.
Por último, conforme Silva e Mulick (2009), é realizado o encaminhamento para outros profissionais e para intervenções apropriadas, nesse momento determina se algum encaminhamento ainda se faz necessário, incluindo terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, geneticistas, e também a família é encaminhada para programas educacionais específicos, como de intervenção comportamental intensiva, treinamento de pais voltado para a eliminação de problemas de comportamento da criança. Assim, as avaliações psicológicas anualmente são recomendadas, para monitorar o progresso da criança e revisar o programa de intervenção recebido por ela.

A avaliação é o primeiro passo desse processo, que sempre causa de alguma maneira sofrimento em ambas as partes. Fica evidente que uma avaliação eficiente diminui a dor e alcança melhores resultados na vida do autista. Ela deve ser feita sempre que necessário, buscando sempre compreender o autismo e facilitar seu aprendizado.


 REFERÊNCIAS

SILVA, M.;MULICK, J. A.Diagnosticando o transtorno autista: aspectos fundamentais e considerações práticas. Psicol. cienc. prof. [online]. 2009, vol.29, n.1, pp.116-131. ISSN 1414-9893. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/S1414-98932009000100010. Acesso em 8 de agosto de 2018.




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